Terça-feira, 25 de Junho de 2019
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Meio Desligado – A Catherine tá certa; parem de sexualizar tudo

qua, 17 de janeiro de 2018 05:28

meio desligado

O manifesto das francesas, tema da coluna passada, continuou dando o que falar. Em grande parte, pelo sensacionalismo midiático. A propósito, pretendo em breve abordar a péssima qualidade do jornalismo em todo mundo, mas por hora, voltemos a Catherine Deneuve, que esclareceu em uma publicação no jornal francês Libération o propósito do artigo. Na ocasião, ele deixou um pedido de desculpas às vítimas, mas sem abandonar em momento algum as posições defendidas anteriormente.

O fato é que algumas manchetes distorceram o intuito da iniciativa das artistas e intelectuais. Para piorar, uma das signatárias (e não o grupo) deu uma declaração polêmica em uma emissora, sugerindo que mulheres poderiam desfrutar de estupro. Evidentemente, a atriz se viu impelida a esclarecer o mau entendido. “Cumprimento de modo fraterno todas as vítimas de atos odiosos que possam ter se sentido agredidas por este texto publicado no “Le Monde”. É a elas, e apenas a elas, que apresento minhas desculpas”, escreveu.

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Isso foi o suficiente para mais manchetes distorcidas, desta vez, deixando no ar que ela estava arrependida por ter participado do manifesto. Ela não voltou atrás em nada.

Por fim, deixo um comentário de um amigo, Allan Fagiani, que nem sabia da existência do manifesto. E nem precisava, afinal, veio de um reflexo do clima atual em que estamos. E nem precisa ser filósofo ou doutor para perceber.

“Não sou o cara dos textões, mas tenho algo para falar… As pessoas hoje estão muito acostumadas a serem tratadas como um objeto (não, esse não é um papo feminista ou de qualquer outra ideologia de gênero) e não percebem que estão fazendo o mesmo quando é de interesse próprio. Isso passou a me incomodar quando percebi que aquela ideia errônea de ‘não existir amizade entre homem e mulher’ deixou de ser exclusividade dos homens. Qualquer convite para almoçar hoje é visto como uma declaração, um elogio é tratado como assédio.

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Entendam! Isso aqui não é um desabafo ou um mimimi partidário. Está mais para uma opinião de quem vê que essa “cultura do interesse” vem criando mais e mais sociopatas ao longo do tempo, pessoas essas que passam o dia todo atrás de seus computadores ditando regras, mas que a cada dia perdem um pouco do maior poder da humanidade: a capacidade de se comunicar e entender.

Certamente não sou nenhum modelo de vida para ninguém, mas se me pedissem um conselho seria: deixem de sexualizar tudo… porque estamos criando uma anomalia social que está chegando em estágios irreparáveis. Vivam a vida, aproveitem uma boa refeição, um dia de Sol e uma boa conversa. Passar bem.”

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1 Comentário

  1. Anônimo disse:

    Que irônico a Talita querer abordar a péssima qualidade do jornalismo .

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