Segunda-feira, 16 de Setembro de 2019
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Lêda Pinho & Você, 23 de agosto

sex, 23 de agosto de 2019 05:25

Abertura-leda1

Papo nosso de cada dia…

Estreando hoje a coluna Persona, que entra na pauta Lêda Pinho e Você, circulando de 15 em 15 dias, portanto duas vezes ao mês.

Abrindo a cortina Persona, as opiniões de Maria da Conceição Felizardo, Professora altamente gabaritada e artesã plena de talento e criatividade.

A gente confere juntos o que pensa Maria da Conceição Felizardo!

                                               PERSONA

1 – Sua profissão e demais atividades, assim uma pincelada no seu perfil profissional.

Professora com licenciatura em Letras pela FAFI e pós- graduada em linguística, literatura brasileira e portuguesa, membro do Conselho de Cultura e artesã.

2 – Revele em poucas palavras, o perfil de Araguari na atual administração.

Nossa cidade continua com atividades focadas nos setores primários (agropecuária) e terciário (comércio); com necessidades de maiores investimentos no setor secundário (indústrias de transformação).

3 – Três pontos que você elegeria, como as maiores carências, emergenciais mesmo.

Devido à conjuntura atual, Araguari sofre os reflexos da crise política e econômica que penaliza as políticas públicas tais como: saúde, educação e segurança.

4 – Situação dos professores, sob sua avaliação geral.

Infelizmente a Educação em nosso país nunca foi considerada como investimento e sim como gastos públicos. Percebe-se que a situação de prestígio do professor vem degradando a cada dia, outrora grandes conflitos eram os de salários precários, porém os professores gozavam de grande prestígio, suas vozes, suas falas eram leis, professores compunham mesas como membros importantes, as crianças, os jovens e os adultos os respeitavam, prêmios eram dados com nome “Professor fulano de tal”, existiam comendas, associar o professor a algo era louvável, os pais sentiam-se honrados quando sua filha era uma normalista, todos o  tratavam como um sábio, um oráculo.

Ao longo do tempo e com a luta de classes por valorização salarial, se esqueceu da manutenção do prestígio, a categoria avançou em ganhos, conquistou até um piso salarial ainda que pequeno, chegaram a um patamar aceitável.

Mas essa conquista foi pouca, pois as estatísticas mostram que a procura por vagas em universidades que as oferecem nos cursos acadêmicos em docência é cada vez menor. Essa profissão não é mais cobiçada ou sequer respeitada, não há mais liberdade de cátedra, pais afrontam os mestres em favor de seus filhos, imprensa se acha no direito de julgar e condená-los, o Estado não os reconhece à altura e nem respeita seu servidor, tudo isso é lamentável.

A desvalorização desse profissional é um indicador factual do descaso nas políticas públicas e com perspectivas nada animadoras.

5 – A mulher tem avançado de fato, na luta por direitos iguais ou não?

Acredito que sim, os avanços são claros e nítidos, mas são feitos a duras penas, dupla, tripla jornada.

Desde a Revolução Industrial na Inglaterra em 1790, quando houve uma transformação no modo de produção, a classe feminina vem pleiteando maior espaço por direitos equivalentes. Nas últimas décadas tem havido conquistas substanciais, porém devido ainda a uma sociedade patriarcal e preconceituosa, esses avanços ainda têm enfrentado alguns obstáculos no processo de emancipação.

6 – A violência contra a mulher continua. O que mudou com a Lei Maria da Penha?

Com a criação da lei Maria da Penha, houve um recuo nos índices da violência contra a mulher sim, inclusive em termos de legislação, a lei é considerada exemplo mundial e está entre as três melhores e mais avançadas no mundo e esses números são creditados por organismos independentes internacionais.

Através da mobilização feminina e da lei supracitada, a conscientização tem mostrado uma diminuição no número de casos de violência.

Aquela imposição em que a mulher se sujeitava a tudo em um casamento por uma condição social, não cabe mais.

E aí temos uma “explosão” da violência que na verdade sempre existiu; era a “maçaneta da porta”; era o “tombo”, era o “ah! não foi nada ele é assim mesmo”; “ah! foi só um empurrão” ou um “eu suporto pelos meus filhos”.
Nesse contexto acredito que os números se superaram, não pelo aumento da violência e sim porque ao freia-la os números que antes eram subnotificados começam a aparecer, surgindo uma nova tipificação do homicídio para Feminicídio e uma construção social de uma nova cultura.

7 – Feminicídio

Nova nomenclatura e tipificação por questão de gênero a qual veio para reforçar e garantir a lei Maria da Penha dando-lhe maior robustez, fruto do trabalho e luta da mulher em busca dos direitos iguais e do grito de liberdade.

8 – Preconceitos em relação às minorias, em seus segmentos diversos.

Junto ao acréscimo de alunos nas últimas décadas, tivemos o incremento de informações e dos instrumentos para sua utilização, como a informática e seus diversos equipamentos tecnológicos, embora não assegurando a sua qualidade acadêmica e social.

Mas, fez eclodir nas minorias a percepção de direitos pelo seu espaço, as teorias de outrora tão arraigadas (preconceito institucional e por vezes repassados  culturalmente) passam a ser colocados em “xeque” como piadas em relação a gênero, classe social, racial etc.

9 – Religião

Embora não haja uma definição concorde em torno da etimologia do termo latino, me aproximo mais daquela que o apresenta como oferecimento de honra e respeito ao Divino. Sou cristã católica e penso ser fundamental essa busca do ser humano do transcendente. Essa busca, no entanto, deve ser consciente que vivemos num mundo plural, onde todos tem o direito de manifestar sua religiosidade, seja ela qual for. O mais importante, e que é inerente à maioria das religiões, consiste na vivência do amor. Por isso, penso que precisamos sempre nos questionar se de fato testemunhamos aquilo que cremos, ou se somos hipócritas que usurpam a religião em benefício dos nossos interesses..

10 – Um medo

Injustiça

11 – O que é um luxo?

No senso comum, consiste em bens materiais caros como uma bolsa de grife, joias e relógios com marcas famosas, restritas a um grupo privilegiado.

Para mim, luxo é viver experiências inusitadas como uma viagem com amigos ou familiares, ter tempo para receber e fazer visitas, gozar de boa saúde, dar gargalhadas, ter um hobbie e preocupar mais com o ser.

12 – O que é realmente um lixo?

A palavra lixo tem origem do latim lix, que significa cinza. Nesse sentido, tento me livrar de todo lixo que me rodeia, ou seja, tudo que não me agrega como ser humano, como pensamentos e atitudes ruins, claro que em raras exceções podemos reciclar e reaproveitar parte desse “lixo” e reconstruir e recriar algo melhor e aproveitável.

13 – Arte e Cultura

O vocábulo cultura é derivado de colere do Latim que significa “cuidar de” e arte é derivada de ars também do Latim que tem seu significado em “técnica” “habilidade”. Ora, ambas caminham lado a lado em sua trajetória. Se por uma visão a cultura foi reservada apenas o cuidar da terra no sentido agro, na concepção moderna temos outro conceito onde sua definição conforme antropologia, afirma que cultura é o conjunto que reúne todas as formas de conhecimento, todas as crenças e tipos de moral de um povo, todas as leis, tradições e costumes que são manifestados por determinado grupo social. A arte é extremamente complexa e abstrata; é uma forma de expressar sentimentos e pensamentos resultantes de habilidades oriunda da cultura. Para entender de cultura e arte simultaneamente, creio que tem como princípio o fator sensorial.

A arte em suas diversas formas é emissora de mensagens para o consciente e o inconsciente.

14 – Música de ontem e de hoje, compare.

Sou de uma geração acostumada a ouvir músicas de vários estilos e nacionalidades, com qualidade melódica e poética. Gosto da boa música que permite a dança, a simples audição que transcende o tempo e o espaço, ou como pano de fundo para uma boa conversa entre minhas amizades, circunstâncias raras nas atuais, uma ditadura do mau-gosto imposta pela grande mídia.

Mas gosto não se discute, lamenta-se apenas.

15 – Respeito, defina.

Aceitação do outro com a capacidade de colocar-se em seu lugar como forma de entendê-lo em sua diversidade.

16 – Salário do professor e do vereador

Longe em definir a remuneração de um profissional, cada um tem sua importância e valor, por outro lado, como falamos anteriormente, a valorização e o respeito ao profissional em educação infelizmente são muito equivocadas na relação custo X beneficio. Ambas trabalham com um público que anseia resultados.

A forma como é exercida diferencia esses trabalhadores, um professor para exercer sua função após anos em uma academia especializada na área e disciplina, passa por um concurso onde suas habilidades são averiguadas, avaliadas e comprovadas. Um vereador também passa por uma seleção menos rigorosa e por um processo não cognitivo apenas  seletivo. Nesse olhar creio que deveria haver também uma “sabatina” entre os concorrentes para ocupar tal cadeira mesmo que temporária.

Nesse olhar vejo sim uma desigualdade salarial.

17 –Reforma  da Previdência.

É importante dizer que se trata de um programa de Estado e não de Governo. Isso posto é evidente a necessidade de adequação do sistema criado pela CF de 1988. Ali foram estabelecidas as normas para a Seguridade Social. Lá também foram estabelecidas as fontes para seu custeio. Uma mudança no Regime geral deveria movimentar a sociedade num grande debate onde os números de todas essas fontes e respectivas aplicações fossem evidenciadas de forma clara e transparente. Percebo que perdemos essa oportunidade.

Anunciam uma economia em dez anos, da ordem de 900 bilhões de reais. Quem contribuirá para essa economia (quem pagará essa conta)? Quais índices ou fatores sinalizam para um crescimento na economia? Essas, dentre outras, são respostas que demandam esclarecimentos mais satisfatórios. Outro fator que demanda análise criteriosa é a desconstitucionalização da Previdência Social e aquilo que ainda virá por aí através de Lei Complementar.

E contrário ao que propagam, trata-se de decisões que agravam a recessão econômica, na medida em que diminuem a renda, a demanda e a produção agregadas.

18 – O que é e o que não é justo.

Justo é quando agimos em conformidade à justiça, à equidade, à razão independente de seu favorecimento, quando atuamos ao contrário a esses princípios é injusto e imoral.

19 – Lazer

Esse espaço de tempo o qual me presenteio é sem dúvida bem selecionado sendo o momento reservado para meu bem-estar. Não espero uma data determinada para desfrutá-lo, mas sempre quando sinto a necessidade em cuidar de mim.

20 – Tema polêmico legalizado em vários países – aborto, a favor ou contra?

Seria fácil ser radical e apenas dizer sim ou não, mas nem sempre somos donos da verdade em julgar e ou condenar a mulher que submete a interrupção de uma gravidez. Voltamos mais uma vez a falar em direitos; se por um lado a criança tem o direito à vida quem a concebe também o tem ao gerar. Porém, creio que sempre há soluções e preservação a vida, embora na realidade, há uma grande prática de abortos clandestinos.

21 – Pra finalizar… Como é Conceição por Conceição?

Uma mulher natural, que crê na humanidade em resolver os diversos desafios e problemas de forma inteligente e socialmente justa.

Que entende a essência do ser humano como a totalidade de suas relações sociais.

2 Comentários

  1. Anônimo disse:

    Nem se compara a vida de um professor com a vida de um vereador. Professor trabalha que não é brincadeira e tem outra muitos trabalham sob pressão de tudo quanto é lado.Tem que dar conta de tudo que lhe são ordenados, como: provas, planejamentos, reuniões, correr atrás de alunos que não fizeram provas. De acordo com a hierarquia, um vai espremendo o outro. Quando funde uma sala, um de cada setor perde o emprego.O problema do salário é que são muitos funcionários.
    A única preocupação do vereador é medo de ficar de fora nas próximas, medo do povo votar em novos candidatos, porque aonde que se arruma um emprego desses que é só sentar e apoiar o projeto do colega e às vezes tem mais talento.

  2. Anônimo disse:

    Também penso assim ao invés de votação e compra de votos que agente sabe que muitos compram, deveriam ser avaliados por provas, ainda mais para ganhar uma verba estupenda dessas. Por isso que este país está quebrado. Imagina se os políticos de Brasilia vão criar uma lei dessas para prejudicá-los. Tudo o que eles fazem é pensando no bem estar deles inclusive a lei do abuso de autoridade.

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