Quinta-feira, 27 de Junho de 2019
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Vem pra Caixa!

qui, 19 de fevereiro de 2015 00:01

ABERTURA DEBAIXO DO PE DE LIMAO
Alzira Corrêa

Lá pelo ano de 2007, Taís, então com vinte e cinco anos, tinha acabado de sair do emprego. Recebeu o acerto de R$ 5.000,00 e influenciada por uma amiga, cujo pai era um aficionado do mercado de ações e pela propaganda do pré-sal, que passava toda hora na televisão, comprou ações da Petrobrás. Ficou entusiasmada com a possibilidade de fazer uma poupança, que a custeasse suas despesas de solteira, na casa dos pais, enquanto estivesse estudando pra concurso público. Taís viu seus cinco mil virarem quatro, tres e em 2015, pouco mais de 1000 reais.  Junto com a Taís, outros muitos milhares de pequenos investidores que acreditaram no sonho de investir na maior empresa brasileira, mas não contavam com a corrosão da má gestão.

Aqui a ressalva, de que ao contrário do que muita gente ainda pensa no Brasil, muitos assalariados investem no mercado de ações, em atitude que deveria ser estimulada no país. Com o aumento de capital, as empresas podem investir mais e gerar empregos e renda pro país. A bolsa não é o antro dos capitalistas, buscando o lucro fácil. Tem pessoas comuns, pequenas, que estão buscando forjar uma aposentadoria, ou simplesmente, ter renda pra estudar pra um concurso público.

Com a finalidade de conter a inflação que já mostrava suas garras, há uns bons três anos, o preço dos combustíveis foi congelado e a empresa, tendo de fazer altíssimos investimentos no pré-sal, foi se endividando, tendo hoje mais de 300 bilhões em empréstimos, tudo em moeda estrangeira. É dinheiro demais até pra ela.

A nuvem da má gestão se juntou à corrupção, descortinada aos poucos pela turma do juiz Sérgio Moro. Só agora o povo percebe a pontinha do imenso iceberg da roubalheira. Dizem os jornais que o que aconteceu lá é apenas uma amostra do acontece em todos os contratos dos governos. Espero em Deus, que a equipe do juiz Moro tenha fôlego e saúde, pra colocar a quadrilha toda na Papuda, seja lá de que partido for.

Os acionistas brasileiros estão quietos, mas os americanos, inconformados com o butim, querem o dinheiro de volta. Os fundos de previdência dos velhinhos americanos investiram na Petrobrás e na contramão dos fundos brasileiros, que vivem engolindo os sapos impostos pela turma, temem pela assistência devida aos seus segurados.

Agora, soa à piada de mau gosto, o governo anunciar que a Caixa Econômica Federal vai abrir o capital. Com isso aí que já aconteceu, quem confia aplicar os caraminguás em um banco que vira e mexa é usado pra cobrir caixa do governo?

A quem o governo vai vender as ações da Caixa?  Com certeza, a Taís e suas amigas nunca mais vão comprar ações de empresas, nas quais governo algum possa interferir. Idem os fundos de pensão do mundo inteiro. Com a fama conquistada, não há ninguém que queira colocar os seus tostões em empresas brasileiras, que possam sofram ingerência do governo.

Esses dias, recebi um post de um militante petista, noticiando que o mega investidor Georges Soros dobrou sua participação na Petrobras, indo na contramão do mercado. Comprou mais de dois milhões de ações, enquanto todo mundo está se livrando das suas posições. Deve ter gastado vinte milhões de dólares. O que não foi explicado é que Soros é um apostador com patrimônio de mais de vinte BILHÕES de dólares e que se ele perder alguma coisa é merreca compensada com os rendimentos em outras aplicações pelo mundo.

A diferença entre ele e a Taís e os todos os pequenos investidores que acreditaram na promessa do pré-sal são os tais vinte bilhões de dólares.

Obs.: Vida longa ao juiz Sérgio Moro!

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