Quarta-feira, 26 de Junho de 2019
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Os invejosos da nossa vida!

qui, 14 de agosto de 2014 00:02

ABERTURA DEBAIXO DO PE DE LIMAO
Alzira Riquieri

Vira e mexe, chega pelas redes sociais, uma frase muito própria à reflexão: “não grite a sua felicidade, pois a inveja tem sono leve”. Hoje, a frase passou por mim e junto com ela, outra que fala em porcentuais: 80 % dos que falam mal do seu carro, não têm carro; 90% dos que falam mal do seu marido, não têm marido e assim por diante…

No dicionário, o termo “inveja” está ligado ao latim “ invidia”, ou olhar com maus olhos. É o sentimento de desgostos em face do bem alheio, acompanhado do desejo de que esse bem seja destruído.

A inveja é comichão que queima, é brasa que não se apaga, é ácido que corrói a alma. Afora as energias negativas na aura do invejoso, na maioria das vezes, não altera a vida do invejado. Este segue impávido, como a carruagem que passa, enquanto os cães ladram da França do século XVIII.

O invejoso ladra, mas esquece de colocar sua carruagem pra andar. Aliás, fica parado na estrada, buscando nos outros, a culpa pelos seus fracassos. Pois sim, as pessoas de sucesso não ficam secando a vida dos outros. Antes, estão sempre preocupados em ter mais sucesso ou bem supremo, em desfrutar do sucesso. Não têm tempo a perder, falando ou observando a vida dos outros.

A inveja anda atrelada a maledicência, numa intranquilidade que só ela pra tolerar. Até Jesus sofreu a sua ação. Em um domingo, entrou em triunfo, na Jerusalém sedenta de um líder, e poucos dias depois, insuflado pela maledicência dos sacerdotes judeus, o povo festejou sua crucificação. O pano de fundo foi inveja da liderança e conhecimento de um nazareno tido por eles, como sem eira, nem beira.

Conheço uma jovem, que quando tinha quatorze anos, deixou suas lindas unhas crescerem e em um fim de semana, passou esmalte vermelho. O conjunto, mãos, unhas e esmalte quase mataram de inveja uma “amiga” do colégio, que criticou a menina com contundência e a aconselhou a cortar as unhas no toco. A coitada, na insegurança da adolescência, obedeceu e algum tempo depois, percebeu a raiz do conselho. Era só inveja.
Se você põe uma roupa legal, o invejoso se irrita pelo seu abuso. Se você está de camiseta e calça jeans, o invejoso ri da sua modéstia. Se você sabe cozinhar, o invejoso manda você montar um self-service. Se não sabe, o invejoso te tem como folgado. Passe em uma prova, mostre sua alegria, receba um elogio! Acabou a alegria do invejoso. Sim, ele estará de plantão pra desdenhar o sucesso alheio.

O invejoso pode até se alegrar pela conquista pessoal, mas a alegria acaba quando o outro consegue coisa que tem como melhor. Que seja um vestido novo. Foi pro saco a alegria. A inveja é o sentimento dos descontentes? Não, é o sentimento dos vazios, dos fracassados. De gente que não luta, não se qualifica, não tem a boa ambição de abrir pra si, caminhos e oportunidades. De gente que perde muita energia com olhares tortos e acaba sendo o “vesgo” do dicionário, reparando e ladrando contra as conquistas dos outros.

Agora, se você tem um amigo assim, filtre se é importante continuar com essa amizade. Em uma relação, às vezes a gente pensa que está perdendo a pessoa, mas na verdade, se trata de livramento. Apenas, sacuda a poeira das sandálias, como, aliás, aconselhou o Mestre e ponha sua carruagem pra andar.

1 Comentário

  1. Maria Helena Vieira disse:

    Profundo !!!!
    Perfeito !!!!
    Sábias deduções , espelho de uma alma !!
    Alzira
    Obrigada !!!

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