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O que quero saber, por Alzira Corrêa

qui, 30 de outubro de 2014 00:02

ABERTURA DEBAIXO DO PE DE LIMAO
Alzira Corrêa

Nada como gente sem memória. Veem o argueiro no olho do outro, e desconhecem a trava no próprio.

Semana passada, abaixou o nível, já muito baixo, da campanha presidencial. É o tal mata-mata, em que um candidato desconstrói o outro, ou tenta desconstruir. Transitaram pela internet acusações de todo calibre. Separei duas:

Aécio Neves bateu em uma ex-namorada. Aliás, no debate da SBT, Dilma usou o tema da violência contra as mulheres para falar do assunto, claro com a finalidade de fazer o levante feminino contra o mineiro.

Não sei se é verdade. A ex de Aécio foi pro jornal dizer que “nunquinha” o marido levantou a mão contra ela e tal e coisa e coisa e tal. Não dá pra esquecer da Rosemary Noronha, do escritório da presidência em São Paulo, amante declarada do ex-presidente Lula. Foi colocada no cargo, sem as competências essenciais a não ser a sua auto-qualificação de 2ª dama do país. Os gritos da Rose humilharam os colegas, mas ninguém foi tão esculhambada como D. Marisa Letícia, esposa do então presidente. Os tapas de Aécio não foram comprovados, mas o assédio moral sofrido pela 1ª dama da época ganhou as manchetes. Tenho certeza que a chamada no popular de “legítima”, não esqueceu.

Também do Aécio: foram contabilizadas vacinas para cavalo como despesas com saúde. À tarde, o Instituto Ezequiel Dias, orgulho dos mineiros, explicou que os 129 cavalos da fazenda do instituto são inoculados pra produzir vacinas para humanos, e também precisam ser vacinados. Ora, bolas, é despesa sim.

Desconstruções à parte, vou ao que interessa: ainda não vi a Presidenta Dilma explicar pra nação o batom na cueca da Petrobrás. Segundo os jornais, até agora, o butim monta em 20 bilhões. Para os petistas, parece um troco de cinco reais, que sumiu da carteira e ninguém viu.  Apenas sumiu. No sábado, a presidenta disse que fará de tudo para reembolsar a Petrobras, em um filme que já vimos muitas vezes. Devolver como e quem vai? Segundo os jornais, tudo já foi gasto, financiando as campanhas da própria em 2010 e agora em 2014.

Falam que a elite branca não quer que os filhos convivam com o filho do pedreiro nas universidades públicas ou com a empregada doméstica fazendo cruzeiro em navio de luxo. Não vi uma única pessoa que estivesse horrorizada com o PT, pela ascensão dos pobres à melhor comida ou a universidade. É a simplificação rasteira e tendenciosa de tudo que está aí escancarado.

O chamado antipetismo da sociedade tem a ver com a naturalidade com que saqueiam a nação, em nome de um projeto perpétuo de governo. Tem a ver com o mensalão que se repetiu na Petrobrás, numa proporção muito maior. Tem a ver com a Rosemary sem competência alçada a cargo no Planalto. Tem a ver as malas e cuecas lotadas de dinheiro sem licitude. Tem a ver com o acinte das multas dos mensaleiros serem pagas com o dinheiro roubado da Petrobrás. Tem a ver com o beija mão no Maluf e a alianças espúrias, com os donos das casas grandes nordestinas, Renan, Sarney e Collor, entre outros. O antipetismo tem a ver com tudo que está saindo todos os dias, em uma torrente de indignação nunca antes vista nesse país.

A reflexão é necessária aos dois candidatos.

O PT tem de retomar o seu caminho de retidão, na via da ética, em que os meios corretos justificam os fins corretos.
O PSDB tem de se justificar protegendo as camadas sociais, que segundo os petistas, estavam confinadas nas senzalas. Não dá pra governar, focado apenas no combate a inflação e ajuste fiscal.

Essa é a mudança que o povo quer ver no Brasil.

    (A propósito, já votei no PT, mas não voto mais. Nunca votei em Aécio.)

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