Terça-feira, 25 de Junho de 2019
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Meu Brasil brasileiro, eu quero voltar!

qui, 5 de março de 2015 00:02

ABERTURA DEBAIXO DO PE DE LIMAO
Por Marcos Paulo Diniz

Em 2001, mais precisamente em junho, quando eu acabara de completar meu 14º aniversário, ganhei um presente maravilhoso, um desejo formado há muito, e que agora se cumpriria. Minha família, com o resultado de algumas economias e a facilidade de pagamento encontrada em um pacote de viagem, fechou com uma agência turística a sonhada viagem para os “States”.

Quando recebi a notícia, meu coração queria saltar para fora de tanta alegria. Não consegui me conter, e soltei um grito:  − Uhuuuul, Nova York, “tô” chegando! A viagem estava marcada para a segunda semana de setembro; então ansiosamente esperei pela data do embarque.

Enfim, o aguardado dia chegou. Era 9 de setembro. De malas prontas, partimos. Eu, meus pais e meus dois irmãos. Chegamos à Nova York de noite. Às vinte horas. Luzes e arranha-céus por todos os lados. As janelas dos prédios mais altos pareciam olhos reluzentes vigiando a escuridão da noite.

Nos hospedamos no bacana Holiday Inn Manhattan. Eu estava maravilhado. Era a realização de um sonho. Como era muito tarde no domingo, logo fomos dormir. A viagem foi cansativa e a ansiedade de acordar cedo e desbravar a maior cidade do planeta me fez dormir rapidamente.

Segunda, 10 de setembro de 2001. O relógio apontava 7 horas em ponto e todos nós pulamos da cama. Planejamos que naquele dia conheceríamos o Central Park. Objetivo concluído. Passamos uma boa parte do dia no parque, tiramos fotos; a empolgação era visível. À noite, saímos para jantar e conhecer um pouco o estilo noturno dos americanos – que é bem interessante por sinal. Então, voltamos para o hotel e dormimos, por volta de meia noite e meia.

No dia seguinte, não conseguimos acordar tão cedo. O nosso despertador foi o estrondoso barulho e a incomodante tremedeira que tomou o quarto do hotel, pouco antes das nove horas da manhã. Levantamos assustados sem entender o que acabara de acontecer. Não fazíamos nem ideia.

Ouvimos gritos desesperados e fomos para a sacada do hotel. De lá era possível ver grande parte da cidade. Foi quando nos deparamos com uma cena que nunca mais se apagará da minha memória. Uma enorme mancha que subia para o céu, cinzenta escura, espalhava o terror pela cidade.

Minutos depois, sentimos outro impacto, com a mesma intensidade do anterior. Reparamos uma segunda massa cinzenta subindo para o céu, multiplicando o terror e o desespero das pessoas, inclusive nós.

Foi aí que meu pai, ao conversar com uma autoridade, nos fez entender que aquilo era um atentado contra os Estados Unidos. A viagem perdeu o sentido, não se via sorrisos em ninguém. A cidade – como todo os Estados Unidos e o mundo −  estava num clima apavorante. Me lembro que o dia se foi rapidamente, num piscar de olhos, assim como a vida de várias pessoas, civis inocentes, pagando o preço da desumanidade, da falta de amor, e dos horrores de uma guerra por petróleo, terras e tamanhas picuinhas desnecessárias.

Nos despedimos dos Estados Unidos quatro dias depois do ocorrido, antes do previsto, assim que o espaço aéreo do país foi liberado. Levando na bagagem o trauma de ter presenciado de perto tamanha crueldade. Meu Brasil brasileiro, eu quero voltar!!!

A viagem foi marcante, não do jeito que eu esperava, mas pelo triste fato de vivenciar o maior ato terrorista cometido no mundo, bem de perto. Foi uma inesquecível visão do inferno.

1 Comentário

  1. PAULO SÉRGIO FERREIRA disse:

    - De fato, é uma miserável constatação, esta, que se faz de tempos em tempos de que, apesar de todas as novidades científicas, tecnológicas, avanço social e múltiplas conquistas em quase todos os campos do conhecimento, o homem continue, ainda, como em HOBBES, sendo o “lobo de outro homem “! – Até quando ? …

    - 11 de Setembro de 2001 será sempre uma ferida aberta face ao verdadeiro progresso da humanidade.

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