Sábado, 20 de Abril de 2019
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Famílias devem ficar atentas ao comportamento das crianças

qui, 21 de agosto de 2014 00:01
Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade acomete 5% das crianças

Por Laura Domingos

Formada em Psicologia, a Dra. Adriane de Melo Silvestre é especialista em Psicologia Clínica, Trânsito, Educacional e Neuropsicologia. Esta semana ela conversou com o De Prosa com a Ares sobre o TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade).

Crianças costumam ser agitadas, gostam de brincar e fazer bagunça e não conseguem ficar paradas, tanto em casa como na escola. Porém nem todos os casos podem ser diagnosticados como hiperatividade.

Uma criança hiperativa possui dificuldades em se concentrar e controlar sua impulsividade e agitação. É um transtorno que na população infanto-juvenil acomete cerca de 5% das crianças, entre 3 e 16 anos, sendo três vezes mais incidente no sexo masculino.

Ares – O que é o TDAH?

Dra. Adriane de Melo Silvestre.  Foto: Divulgação

Dra. Adriane de Melo Silvestre.
Foto: Divulgação

Dra. Adriane – TDAH é um transtorno relacionado a problemas com impulso, dificuldades de manter a atenção e nível de atividade, gerando prejuízo ao bem-estar do indivíduo, seja ele criança ou adulto. Não é causado por indisciplina ou por falta de controle dos pais. Trata-se de um transtorno do sistema nervoso central.

Ares – Como identificar uma criança hiperativa?
Dra. Adriane – Muitos pais se queixam que a criança com hiperatividade não para quieta, fala demais, não espera por sua vez, intromete-se em conversas e atividades de outros. Para os que não a entendem pode parecer impaciência, conversa excessiva e, no entanto, é um padrão de resposta comportamental exacerbado. Alguns prejuízos emocionais podem ser: ansiedade, depressão, medos, baixa autoestima, sentimento de desvalorização, agressividade, sentir- se diferente, isolamento, etc.

Ares – A hiperatividade pode apresentar riscos para a criança?
Dra. Adriane – Devido à impulsividade, as pessoas com TDAH são mais propensas à ocorrência de acidentes que outras. Isto acontece por elas não pensarem nas consequências de seus atos e não por falta de cuidado. Podem acontecer também, devido à impulsividade, dificuldades maiores para controlar o dinheiro. Compram por impulso, sem pensar nas consequências que tal atitude pode ocasionar em seu orçamento.

Ares – A hiperatividade pode afetar em quais aspectos a vida de uma criança? Quais especialistas procurar?
Dra. Adriane – Podem surgir dificuldades de relacionamento e baixa autoestima. O desempenho escolar/profissional pode ser baixo. Ocorre grande interferência no desenvolvimento educacional e social. Existe também uma predisposição a outros distúrbios psiquiátricos, como “comorbidades”. Por isto, é importante que os pais procurem ajuda profissional ao perceberem que seus filhos estão apresentando um comportamento diferente das crianças da sua idade. A avaliação e tratamento do TDAH são feitos por uma equipe multidisciplinar (neuropsicologia, neurologia, psicopedagogia, fonoaudiologia, terapia ocupacional), devendo haver uma cooperação da escola e da família.

Ares – Como a família deve agir com um filho hiperativo?
Dra. Adriane – É muito importante que os pais assegurem a seus filhos que seu amor por eles é incondicional e independe do bom desempenho na escola, de quantos amigos tenham, de suas habilidades esportivas. É necessário que ouçam com atenção o que os filhos lhes falam, refletindo sobre as palavras deles, dando importância às opiniões que eles apresentam. E também, que os pais tenham palavras, atitudes e pensamentos positivos para ajudar seus filhos a lidar com as frustrações, para assim, terem flexibilidade ao tomar decisões e ultrapassar as dificuldades.

Os pais não devem se concentrar apenas no que desejam que seus filhos façam; é preciso compreender o quanto pode ser difícil para eles fazer aquilo que lhes é pedido. Os pais devem ainda se interessar sobre o TDAH e formas de tratamento para aprender a lidar com confiança, firmeza e segurança com o que acontece com seus filhos, dando o suporte emocional de que tanto necessitam para o desenvolvimento saudável dos mesmos, com qualidade de vida, tendo a certeza e segurança de que existe alguém que acredita em seu valor, capacidade e que vai ajudá-los no seu desenvolvimento em todos os sentidos. Vale à pena caminhar juntos!

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