Segunda-feira, 21 de Outubro de 2019
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Ettore Braia, ícone da comunicação

seg, 23 de março de 2015 00:09

abertura de prosa com a ares
Iniciando sua carreira aos 15 anos de idade, Ettore Braia completou 57 anos de trabalho de rádio, durante os quais ele desenvolveu uma atuação reconhecida e admirada por todo o mercado da Comunicação de Uberlândia.

Ettore Braia

Ettore Braia

Ares: Nesses 57 anos de atuação no setor da Comunicação, muitas mudanças ocorreram. O que mais chamou a atenção do senhor?
Ettore Braia: Antigamente, no interior, nós fazíamos um rádio meio artesanal, um pouco rudimentar. Nós não tínhamos, como nas capitais, um maquinário apropriado para, por exemplo, fazer a produção das mídias contratadas. Nós tínhamos que utilizar fitas magnéticas em gravadores e elas, vez por outra, arrebentavam e nós precisávamos fazer outra produção – apesar de termos sempre uma cópia daquela que ia ao ar.
Hoje, você faz uma produção no mesmo dia. Se contrata uma publicidade na parte da manhã, no período da tarde tem a produção feita. Às vezes, as produções são moderníssimas e os métodos utilizados por computação agilizam de uma maneira espantosa a inclusão da publicidade no ar.

Ares: A tecnologia foi um marco, então, nesse processo?
Ettore Braia: Eu acho que o rádio tem duas etapas: antes da computação e depois. E o que a computação influiu no rádio? Ela conferiu maior agilidade, deu ao rádio maior presença e o libertou de alguns problemas. Hoje, qualquer emissora do Brasil pode ter uma mesa de produção e um sistema de computação para fazer suas produções. Isso deu qualidade ao rádio e ele passou a ter um nível superior na parte comercial. E mesmo na parte musical, as músicas podem ser produzidas e editadas, pois muitas emissoras editam o material para fazer o tempo rolar de uma maneira mais precisa e controlada.

Ares: Uma questão que sempre chamou atenção na sua atuação profissional foi o fato de o senhor ser muito correto e ter uma política e regras comerciais muito claras. Em algum momento isso atrapalhou?
Ettore Braia: Eu acho que a emissora que consegue colocar um sistema de venda baseado numa régua de trabalho, ela atua de uma maneira igual para todos – para grandes e pequenos anunciantes. Tanto os grandes quando pequenos anunciantes devem ser tratados da mesma forma, pois ambas as verbas são bem-vindas ao rádio. Acho que o cuidado que eu tinha com a propaganda de um grande anunciante nacional era o mesmo com o grande anunciante local. Nós não tínhamos variação de preço entre um e outro. O preço e os descontos praticados sempre eram idênticos à peculiaridade do negócio, porque a propaganda sempre foi vendida de acordo com o tempo e duração do contrato. Quanto maior o tempo e maior duração do contrato, a possibilidade de um negócio com desconto maior seria possível.

Ares: Com relação à propaganda, o mercado de Uberlândia tem alguma peculiaridade que chama atenção?
Ettore Braia: Acho que Uberlândia é uma das cidades que tem uma qualidade de publicidade de alto nível. Nós temos produtoras de renome nacional e as emissoras se esmeraram em fazer campos de trabalho de produção de uma maneira muito notável. A gente encontra, por exemplo, no rádio de Uberlândia a mesma qualidade que você encontra nos rádios de São Paulo e do Rio de Janeiro. E isso acontece porque as agências de publicidade cuidaram disso, não só para que pudessem comercializar de uma maneira competitiva, mas como uma maneira de dar ao cliente o máximo. Elas sempre procuraram grandes produtores e maquinários, importavam profissionais para trabalhar na agência porque eles queriam dar ao mercado florescente de Uberlândia maior capacidade de uso.

Ares: Fazendo essa comparação do mercado de Uberlândia com o de fora, o senhor acredita que eles sempre estiveram equiparados?
Ettore Braia: O mercado de Uberlândia só se avantajou em termos de utilização de verbas e percentuais de verbas para tv, rádio, revista, jornal, outdoor e outros a partir do momento em que as agências foram surgindo na cidade. À medida que surgia uma agência, ela trazia uma novidade ou proposta de trabalho não necessariamente superior, mas de boa qualidade, e então puxava o mercado para cima para que ele ficasse cada vez melhor.

Ares: O senhor recebeu uma homenagem pelos 25 anos de trabalho na rádio Paranaíba, marcando o fim da sua atuação profissional. Como é receber esse carinho todo e ser um ícone tão importante para o setor?
Ettore Braia: Para mim foi uma satisfação profissional muito grande. Você tem a satisfação profissional e a pessoal, e a minha profissional foi muito grande porque senti que os meus colegas de comunicação de Uberlândia entenderam, em boa hora, que as intenções de trabalho comercial que eu fazia na cidade eram uma maneira não didática de ensinar a trabalhar, mas de acolher certa igualdade nas relações de mercado. Vamos dizer assim, eu quis imprimir no meu trabalho, e que por consequência foi influenciando às demais emissoras, aquela maneira de não fazer distinção. É muito difícil você não fazer distinção, porque nos contatos existem amizades. E como você controla isso? Com a prática de uma tabela, religiosamente. Fazer dentro do mercado aquilo que era justo.

Ares: E agora, depois de tanto tempo, o senhor está se aposentando. O que o senhor espera do mercado de comunicação?
Ettore Braia: Espero que o rádio evolua mais em Uberlândia. Que todos os proprietários de AM possam aplicar nesse segmento para que o rádio se fortaleça ainda mais. Caso isso não aconteça, a gente pode ter certo recuo da evolução que ele oferece no momento a todos. A migração do rádio AM para um sistema de emissão superior e de alta qualidade vai fazer, se Deus quiser e eu espero que sim, uma nova revolução no rádio, trazendo a todas as agências a possibilidade de ter mais um lugar para colocar o seu cliente, conquistando bons resultados.

“Desde que eu trabalho em Uberlândia, fui acumulando amizades. Tinha uma relação profissional, de comércio, mas também criei relações de amizade. Graças a Deus, saí dos negócios amigo de todos aqueles que trabalham no ramo. Eu saio com aquela impressão de que pude realizar um bom trabalho para todos. Na pessoa do Carlos Magno, quero expressar o meu abraço a toda APP e a todos os órgãos de comunicação de Uberlândia” – Ettore Braia

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