Domingo, 25 de Agosto de 2019
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A vida do estudante, por Priscila Diniz

qui, 18 de dezembro de 2014 11:25

ABERTURA DEBAIXO DO PE DE LIMAO
Priscila Diniz

Então você é criança, tem seus três anos e sua mãe te coloca meio período na escola. Nesta fase você adora estudar, até porque aprende tudo brincando. Aprende as letras cantando. Aprende os números desenhando. Aprende a respeitar a turma com uma professora super doce, meiga e educada. Tudo é lindo. Tem banho de mangueira, passeios em parques e piqueniques que nenhuma criança rejeita na hora de fazer “gordices”.

Essa é a história de você, ou dos seus filhos, ou de você e dos seus filhos, ou dos seus netos. Vai lendo que você vai entender. Então, você passa pelos jardins de infância, sorrindo à toa. É realmente tudo florido de muitas brincadeiras e aulas gostosas. Tem até a hora da soneca. Daí chega o pré e a primeira série. O negócio começa apertar um pouquinho, mas ainda é bom. Quando chega a terceira série a escola fica mais séria. As contas começam a entrar na sua cabeça, a geografia do seu país e um vocabulário enorme, trazendo como num combo as conjugações de verbos e os “decorebas” da tabuada.

Depois que acaba o ensino básico, o fundamental está ali, te apertando e te exigindo um pouquinho mais de intelectualidade todos os dias. As aulas passam a ser de manhã. Você tem que acordar ainda mais cedo. Até deixa o uniforme pendurado na cabeceira da cama, porque já sabe o sacrifício que vai ser pra levantar no outro dia. Toma café da manhã correndo e sai ás pressas porque a tolerância máxima da escola é 10 minutos. Então, enfim acaba o fundamental. Daí vem o ensino médio. Você já está acostumado e tem habilidades para se organizar nos estudos das provas e fazer os trabalhos. Então, nessa fase, as amizades do colégio se tornam uma coisa fora do comum. Você vai em festinhas, resenhas, tem um grupo legal pra fazer os trabalhos e ainda participa de todos os campeonatos de esporte.

Você forma no ensino médio. Sente um alívio. Na verdade a batalha está só começando. Então presta vestibular. Uma, poucas ou muitas vezes. Comemora euforicamente quando passa. As coisas começam a apertar pra valer. Você estranha porque no ensino médio era o melhor da turma, tinha notas excelentes. Na faculdade tudo isso muda, você estuda, estuda e estuda mais um pouco. Até diz “agora aprendi o que é estudar de verdade!”, mesmo assim, nunca é tão bom o suficiente.

Ora você tem dinheiro para o xerox, ora para o lanche. Nunca para os dois. Ora seus pais te dão dinheiro pra ir na tão sonhada festa, ora você vende rifas e até bombons pra se dar bem. Aprende a comer miojo e comprar sucos em pó. É a vida do universitário. Cheia de seus altos e baixos. É a vida do estudante. Ralando para as provas, fazendo trabalhos esplendorosos e outros que começa a fazer na noite anterior da entrega. Só de pensar em trabalhar e conciliar com os estudos parece que o tempo já passa mais rápido. Você larga o trabalho para fazer o estágio, e o dinheiro, que já não existia, some mais um pouco. É o jeito. Você vai aprendendo. Vai se moldando para estar na sociedade como um civil decente e independente dos pais. É a vida.

O melhor de tudo é que estudar é a maneira mais segura e fácil de ser alguém. Ter um nome. Uma profissão. Conhecimento é algo que ninguém pode tirar de você. Então, vida de estudante é difícil sim, mas é a maneira mais fácil de conquistar um espaço digno no mundo. Longe das drogas e das malícias do homem que se dedica à ociosidade.

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