Domingo, 25 de Agosto de 2019
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A mulher do século XXI, por Priscilla Diniz

qui, 27 de novembro de 2014 00:09

ABERTURA DEBAIXO DO PE DE LIMAO
Por Priscilla Diniz

Viver sobre os domínios do homem, não votar, não exercer nenhuma profissão e nem ter direito de responder por si mesma. Essas eram algumas das inúmeras limitações da minha saudosa bisavó Marília. Ela nasceu em 1908, na Vila São Domingos de Araxá, interior de Minas Gerais. Hoje, a região já é a elevada cidade turística de Araxá, onde vivem os herdeiros Na época da minha bisa tudo era diferente. Mulher era sinônimo de submissão total.

Até de suas vontades mais alheias às necessidades dos outros. Poucas estudavam e as que prosseguiam depois da 4ª série, eram impedidas de concluírem o fundamental por causa do casamento e as obrigações maternais. As que terminavam os estudos tinham como única profissão se tornarem professoras. Profissão muito nobre e de grande admiração da minha parte. O que questiono é como a vida das mulheres foi conduzida durante tanto tempo.

Mesmo em época de repressão às mulheres, Marília foi guerreira. Na fazenda e longe dos métodos contraceptivos, teve 16 filhos. Tentou criar as filhas de uma maneira diferente da dela. Mesmo assim, o marido ainda reprimia conforme o sistema mandava. Já a mulher do século XXI leva a vida bem diferente.

Tem a possibilidade de seguir várias profissões. Pode ser bancária, médica, advogada, jornalista e cientista. Se dedica aos estudos e escolhe o momento certo pra ter os filhos. Também escolhe, quando, com quem e onde quer se casar. O divórcio já não é mais motivo de exclusão social.

Hoje vejo as fotos da minha avó e ouço as histórias da minha bisavó. Épocas não muito distantes, mas com vivências muito diferentes da minha. Eu estudei, me formei e especializei. Trabalho na área que gosto. Casei com 28 anos. Coisa que na época de Marília era se tornar beata.

Ainda não tenho filhos, mas pretendo ter. Uns dois, no máximo. E acho que a vida hoje tem que ser assim mesmo. A tecnologia a favor da praticidade e do conforto. Tudo muito rápido e inovador. A mulher também segue essa modernização. Em assuntos de organização e lógica a mulher se destaca no mercado. Digamos que em comparação ao homem, mulher só fica para trás na força física. E mesmo assim, ainda tem umas que dão um banho em qualquer machão  nas academias da vida.

Ganhei meu espaço no mercado, tenho minha profissão e minha independência. O estudo sempre foi base pra tudo. Nunca frequentei os melhores colégios. Minha infância foi obre e sem regalias. Ainda existem muitas mulheres emolduradas nas formas de um passado preconceituoso e machista. A mulher de hoje abre um negócio próprio, tem seus tombos, mas não acha dificuldade alguma para levantar, tem voz em reuniões de negócio, são grandes chefes, professoras, diretoras, tem logística, sensatez e uma inigualável inteligência para resolver qualquer “pepino” que aparecer. Ainda assim, cuida da família como ninguém. O mundo muda, se recria. As mulheres crescem, amadurecem e reinventam. É a mulher do século XXI, quebrando barreiras e vencendo o preconceito.

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