Terça-feira, 12 de Novembro de 2019
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DIREITO E JUSTIÇA

qui, 6 de outubro de 2016 05:09

Abertura-direito-e-justica

CURTAS E GROSSAS:

  • Grupos políticos majoritários:

 

            GRUPO 1:    Integrantes incompatíveis. Confusão à vista; vaidades galopantes.

GRUPO 2:    Integrantes desconformes. Grupos antagônicos e inconfiáveis.

            GRUPO 3:    Integrantes incansáveis. Trabalho e ética. Não receberão valor.

GRUPO 4:    Integrantes irremediáveis. Os fatos presentes já os suplantaram.

GRUPO 5:    Integrantes recorrentes. Somente marcarão a sua presença.

 

DJ:      Identifique-os;  a  DJ comentará a participação de cada um deles (opinião pessoal).

*Causas da derrota não esperada (por eles) do GRUPO 1 :

1-Excesso de confiança, de incompetência e de traições internas.

2-Um estelionato eleitoral de fato: obras deixadas para o fim do mandato.

3-Setores básicos pífios e que não foram renovados ou removidos a tempo.

4-Secretários indisciplinados, ineptos,  bravateiros, falastrões  e ufanistas.

5-Ausência ou indefinição clara de um poder de comando centralizado e forte.

6-Falta de transparência nas ações políticas, administrativas e financeiras.

7-Corrosão prematura da base parlamentar e indevido excesso de “benesses”.

8-Erro gravíssimo de avaliação  –  embora óbvio   –  na escolha de um vice.

9-Fechamaneto do Pronto-Socorro Municipal;  PSM é PSM, UPA é UPA.

10-Truculência de alguns; menosprezo de outros; promessas descumpridas.

 

Possíveis conjecturas de alguns não eleitos:

*Povo ingrato… !!!

*Povo traidor… !!!

*Quantas cestas básicas, cadeiras de rodas, andadores, muletas… !!!

*Quantas receitas e remédios, contas de luz pagas, “garoupas”… !!!

*Mentirosos, hipócritas, vigaristas, fui miseravelmente enganado… !!!

*Sou honesto, mas não acreditaram em mim; que se ferrem… !!!

Corruptos somos nós todos: corruptores, corrompidos e coniventes ou omissos, de uma ou de outra forma.

 

            (O texto abaixo é de 2.004)

            DJ:      Parece-me ainda atual e continua a refletir o meu pensamento.

No Município de Araguari, findaram-se as eleições de 2.004, tendo as urnas eletrônicas proclamado uma vez mais a soberania popular, apontando os “vencedores” e os “vencidos”, somente restando agora, para alguns, descerem do palanque eleitoral, o que é, aliás, uma tarefa bastante difícil e até mesmo dolorosa, visto que uns poucos candidatos punham, puseram e põem o centro ou o objetivo das suas vidas em uma eventual eleição e nas correspondentes e inebriantes mordomias e benesses.

Não fui eleito Vereador, embora haja tido – segundo me dizem, e eu (até) me consolo com isto – uma expressiva votação (inesperada para alguns) de 905 (novecentos e cinco) votos, que reputo conscientes e de qualidade, incluindo-se o meu próprio sufrágio, como é óbvio e ululante. Todavia, questiono a mim mesmo, sem mágoa, frustração ou despeito (eu acho) sobre quais seriam os meus consolos eleitorais, pois em política o que vale mesmo, no final das contas ou no frigir dos ovos, é a obtenção de um mandato popular, o resto é conversa fiada! Este é, de fato e de direito, o objetivo colimado. E, no mais, é o tal de que “fica para a próxima vez”, o tal de que “o povo não sabe votar”, o tal de que  “vou torcer pelo pior, para ver como é que fica” … o tal … o tal … !!!    –  *1

Passado o pleito acirrado, vão-se algumas sequelas, mas outras ficam, tais como as despesas feitas, as canseiras sofridas e os desgastes amargados e próprios de uma campanha eleitoral, na qual adentrei, e digo-o com sinceridade, até mesmo para ter esta experiência de vida, quedei-me a meditar ou mesmo a ruminar e cheguei às seguintes anotações, proposições e/ou conclusões, todas elas pessoais, sujeitas a críticas e a discordâncias, mas que, queiram ou não, são o fruto real de minhas próprias reflexões:

1ª) -   Se não houvesse a estipulação de vencimentos (salário) para Vereador, e sim, quando muito, uma pequena ajuda-de-custo capaz de acudir despesas inevitáveis, será que teríamos tantos candidatos, cerca de 146 (cento e quarenta e seis) salvo engano, disputando as minguadas 11 (onze) cadeiras legislativas, enfrentando tantas decepções e acidentes de percurso?  –  * 2

2ª) -   Por que será que todos os candidatos, com raríssimas exceções, consideram-se antecipadamente eleitos e sempre com uma enxurrada de votos? Seria mesmo a tão comentada falta de desconfiômetro, ou a pura e simples inexperiência política? Como quer que seja, neste “métier” não há mais lugar para amadores. — * 3

3ª) -   Por que os partidos políticos e as correlatas coligações insistem em “inchar” os seus quadros e levam à disputa eleitoral candidatos pífios, com parcos redutos eleitorais, circunscritos  por vezes ao próprio círculo familiar, enfim, aqueles que chamo de candidatos de 50 (cinquenta) votos ou menos, e que nada acrescentam ao nosso sistema democrático, nem mesmo em termos de qualidade pessoal?

4ª) -   Quem é o mais corrupto? Será o político, candidato ou não, que compra o voto, ou é mesmo o eleitor, que o vende, mesmo premido por suas misérias material e moral? Há gente (autoridades constituídas e integrantes da imprensa, inclusive) que chegam a afrontar o Código Penal, fazendo uma verdadeira apologia do crime, quando induzem o eleitor a vender o seu voto, … para dois, três, quatro, cinco, ou mais compradores …! Como se houvesse alguma diferença substancial entre aquela primeira  e abjeta conduta de vender o voto uma só vez e esta última de vendê-lo mais de uma vez …! Depois, passado o pleito, e até mesmo por falta de um assunto melhor, voltam à velha retórica, na verdade, uma ladainha cansativa e chocha, de condenar a compra e venda escancarada e escandalosa de votos, quando eles, formadores de opinião, são também (ah, são sim!)  dos maiores responsáveis pelo fato.

5ª) -   Vi candidatos alcoolizados, que não se dão ao respeito; vi companheiros de coligação, lado a lado, quase que se engalfinhando (literalmente); vi inimigos figadais, fingindo união e companheirismo; vi candidatos analfabetos, ou pelo menos semianalfabetos, que mal articulavam as palavras mais simples;  enfim, vi coisas do arco-da-velha, que não esmaecem a minha convicção de ser ainda a democracia o melhor dos sistemas ou regimes de governo, mas que me dão a certeza de que, para melhorarmos tudo o que por aí se encontra, será preciso, sim, um esforço contínuo e árduo de várias gerações de brasileiros, exercendo com responsabilidade e brio o direito-dever do voto. Pois, na verdade, se é o povo quem os põe lá, é também o povo que haverá de tirá-los de lá. Ou seja, a esses (maus) políticos.

E, para terminar, resta-me apenas assinalar que, inevitavelmente, sempre haverá mesmo os maus políticos, os viciados e viciosos, aqueles que se acham autênticos monstros sagrados, os intocáveis, os inalcançáveis, os que não se dão conta de que não passam de representantes eventuais, passageiros, do povo, crendo-se donos dos mandatos eletivos que conquistaram (nem sempre com lisura e honestidade) achando que têm um direito adquirido aos cargos e funções públicas, ad eternum, ad infinitum.

Para estes “políticos profissionais”, dos quais tenho uma acendrada ojeriza, bastar-me-ia lembrá-los de que o tempo passa de uma forma inexorável e de que nenhuma eleição é igual à outra e de que a vontade popular,  como tudo na vida, é absolutamente imprevisível.

 

OBSERVAÇÕES:

1-Minhas votações foram:  905  em 2004; 1.091 em 2008; 972  em 2012  Não disputei em 2016.

2-Não foi falta de aviso: os VEREADORES  locais acabaram de aumentar (silenciosamente)  seus vencimentos e os dos demais agentes políticos (2017/2020).   E Araguari não reage … !!!

 

Prefeito:                   R$ 22.000,00 (vinte e dois mil reais);

Vice-Prefeito:         R$ 14.000,00 (quatorze mil reais);

Secretário:             R$ 11.000,00 (onze mil reais);

Vereador:               R$ 12.000,00 (doze mil reais).

 

Atualmente, são  17 cadeiras; foram 235 candidatos; 11 Vereadores  reeleitos e 6 novatos.

 

  1. 1.     Poder-se-á trocar “amadores” por “compradores de votos”. Nunca se comprou tanto … !!!

*         Rogério Fernal

Juiz de Direito aposentado. Ex-Professor Universitário de Direito, Advogado militante, Mestre Maçom, conferencista e articulista.

e-mail: rogerio_fernal@hotmail.com

 

 

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