Sábado, 24 de Agosto de 2019
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Direito e Justiça

qui, 17 de setembro de 2015 08:45

Abertura-direito-e-justica

CURTAS E GROSSAS

  • Requerimentos, comunicados e denúncias… sem ouvir o Plenário…:

Ao Senhor Prefeito: do jeito que as coisas vão, a reeleição vai ficar (muito) difícil, se não impossível. A população está bastante insatisfeita e frustrada. Desculpe-me, pois sei que o senhor alcaide (parece-me) bem-intencionado. Todavia, isto somente não basta. Atitudes! Sequer o básico tem sido feito. MUDE JÁ…!!

Ao Senhor Prefeito: falta (quase) tudo no Pronto-Socorro Municipal – PSM. O povo sofre e muito. É só descaso. É todo dia, é toda hora; são homens, mulheres, idosos, crianças, todos pobres, que não têm como pagar médicos e dentistas particulares, muito menos custear exames complexos, mas urgentes e necessários. Por que o senhor alcaide não passa por lá em horas incertas?  A pé, a cavalo, a burro. Como der.. Pense nisso. TENHA DÓ…!!!

Ao senhor Prefeito: lá não tem papel higiênico, água para beber, faltam películas odontológicas, anestesias, gaze, curativos, médicos, enfim, o material físico e humano indispensável, trivial e decente;  a dignidade humana de lá foi escorraçada; já se ausentaram também, há muito tempo, a boa-vontade, o companheirismo, a solidariedade, a igualdade no tratamento, CARIDADE? NEM PENSAR…!!!

 

 

Ao senhor Prefeito: os hospitais e as clínicas particulares da cidade recusam sistematicamente recepcionar pacientes do SUS e a realização de exames oriundos do PSM, porque a Prefeitura não lhes paga; o Município deve cerca de R$ 1.400.000,00 para a Santa Casa de Misericórdia e também não paga, valendo-se de argumentos jurídicos inexistentes ou pelo menos frouxos e incondizentes com o caráter de urgência de uma questão de interesse coletivo. BORIS CASOY diria: ISTO É UMA VERGONHA…!!!

 

 

 

Ao senhor Prefeito: no PSM somente são feitos (ou solicitados) os exames médicos básicos, de urina e de sangue, por exemplo, por vezes inconclusivos e inconfiáveis; internação hospitalar imediata tornou-se uma palavra proibida e uma medida inexequível pelos motivos antes expostos, senhor alcaide; se houver dor, qualquer infecção e dor, prescrevem-se os tradicionais antibióticos e imutáveis analgésicos e remete-se a pessoa de volta para casa, gemendo, urrando, mancando, contorcendo-se, sofrendo os horrores decorrentes da pobreza e da infelicidade de estarem aqui. NÃO É COMIGO MESMO…!!!

 

 

Ao senhor Prefeito: infelizmente, esse preâmbulo todo foi necessário, para que eu pudesse reportar-lhe, senhor alcaide, um caso tristíssimo e vergonhosíssimo, ocorrido há dias no PSM, caso que por muito pouco não terminou em morte trágica e politicamente irresgatável; por sorte, melhor dizendo, em face da intervenção da mão de Deus e de pessoas caridosas, que ainda se preocupam com o semelhante. O QUE ME PARECE, POSSO ESTAR ERRADO, NÃO SER A MAIOR PREOCUPAÇÃO DESSA ADMINISTRAÇÃO CONFUSA, DESASTRADA E DESCOORDENADA…!!!

 

 

Ao senhor Prefeito: de fato, há poucos dias, uma jovem senhora buscou auxílio urgente no PSM, acometida por fortes dores na região abdominal; prescreveram-lhe os costumeiros exames de urina e de sangue, constatando-se nela uma fortíssima infecção urinária, senhor alcaide. Conforme os tradicionais procedimentos ministraram à paciente antibióticos e analgésicos e mandaram-na para casa. À noite, a mulher desesperou-se, pois as dores eram mesmo insuportáveis e alastravam-se.  À vista disto, e não citarei as fontes e os nomes por enquanto (salvo na Justiça), conseguiram-lhe, caritativamente, a realização paga e urgentíssima de um exame de ultrassom. O que deu, senhor alcaide? A CONSTATAÇÃO INFECCIONADA DE UMA RARA E QUASE FATAL GRAVIDEZ TUBÁRIA…!!!

 

 

Ao senhor Prefeito: PRAZA A DEUS (eu sempre digo isso, é meu chavão), a PACIENTE foi internada, operada e salva. Por um triz, foi salva, senhor alcaide. Mas, e se não tivesse sido? O SENHOR ESTARIA FERRADO…!!!

 

 

Ao senhor Prefeito: casos iguais ou piores ocorreram, ocorrem e ocorrerão lá pelos lados do PSM, enquanto as condições humanitárias não melhorarem. Cadê o Código Sanitário recentemente votado e aprovado? De Saúde é que ele não é; não mesmo. Que destino levou aquele meio milhar de artigos incompreensíveis? O SENHOR SANCIONOU OU VETOU, DIVULGOU E APLICA…???

 

Ao senhor Prefeito: sua administração, como cidadão, contribuinte e residente há 31 anos ininterruptos, permito-me dizer-lhe tão cruamente, está uma lástima senhor alcaide. Obsoleta, anacrônica, omissa, desunida, ineficiente, virulenta (para não dizer mais). Não tenho a autoridade de uma Standard & Poor’s, que rebaixou recentemente  a nota de risco econômico-financeiro, enfim, o conceito geral do Brasil de alguns Estados, cidades e empresas perante o mundo inteiro, mas o senhor está rebaixado também, — por inércia e falta de comando –, merecendo qualificar-se, doravante,  por uma palavra usada no Brasil–colônia: alcaide. Prefeito, não mais; alcaide, sim. Acrescento, pelos mesmos argumentos e motivos, se não todos, a maioria absoluta dos edis. SENHOR ALCAIDE…!!!

 

 

 

FOLHA DE SÃO PAULO – Ano 95 – DOMINGO, 13 DE SETEMBRO DE 2015 – Nº 31.574 – EDIÇÃO NACIONAL – PÁG. 1.

 

 

EDITORIAL – ÚLTIMA CHANCE

 

Às voltas com uma gravíssima crise político-econômica, que ajudou a criar e que tem respondido de forma errática e descoordenada, vivendo a corrosão vertiginosa de seu apoio popular e parlamentar, a que se soma o desmantelamento do PT e dos partidos que lhe prestaram apoio, a administração Dilma Rousseff está por um fio.

 

A presidente abusou do direito de errar. Em menos de dez meses de segundo mandato, perdeu a credibilidade e esgotou as reservas de paciência que a sociedade lhe tinha a conferir. Precisa, agora, demonstrar que ainda tem capacidade política de apresentar rumos para o país no tempo que lhe resta de governo.

 

Trata-se de reconhecer as alarmantes dimensões da atual crise, e sem hesitação, responder às emergências produzidas acima de tudo pela irresponsabilidade que se verificou nos últimos anos.

 

Medidas extremas precisam ser tomadas. Impõe-se que a presidente as leve o quanto antes ao Congresso e a este, que abandone a provocação e a chantagem em prol da estabilidade econômica e social.

 

Também dos parlamentares depende o fim desta aflição; deputados e senadores não podem se eximir de suas responsabilidades, muito menos imaginar que serão preservados caso o país sucumba.

 

É imprescindível conter o aumento da dívida pública e a degradação econômica. Cortes nos gastos terão de ser feitos, com radicalidade sem precedentes, sob pena de que se tornem realidade pesadelos ainda piores, como o fantasma da inflação descontrolada.

 

A contenção de despesas deve-se concentrar em benefícios perdulários da Previdência, cujas regras estão em descompasso, não só com a conjuntura, mas também com a evolução demográfica nacional. Devem mirrar ainda subsídios a setores específicos da economia e desembolsos para parte dos programas sociais.

 

As circunstâncias dramáticas também demandam uma desobrigação parcial e temporária de gastos compulsórios em saúde e educação, que se acompanharia de criteriosa revisão desses dispêndios no futuro.

 

Além de adotar iniciativas de fácil legibilidade, como a simbólica redução de ministérios e dos cargos comissionados, devem-se providenciar mecanismos legais que resultem em efetivo controle das despesas – incluindo salários para o funcionalismo  –, condicionando sua expansão ao crescimento do PIB.

 

Embora drásticas, tais medidas serão insuficientes para tapar o rombo orçamentário cavado pela inépcia presidencial. Uma vez implementadas, porém, darão ao governo crédito para demandar outro sacrifício, a saber, alguma elevação da obscena carga tributária, um fardo a ser repartido do modo mais justo possível entre as diversas camadas da população.

 

Não há, infelizmente, como fugir de um aumento de impostos, recorrendo-se a novas alíquotas sobre a renda dos mais privilegiados e à ampliação emergencial de taxas sobre combustíveis, por exemplo.

 

Serão imensas, escusado dizer, as resistências da sociedade a iniciativas desse tipo. O país, contudo, não tem escolha. À presidente Dilma Rousseff tampouco, não lhe restará, caso se dobre sobre o peso da crise, senão abandonar suas responsabilidades presidenciais e, eventualmente, o cargo que ocupa.

 

 

DJ  =  COMENTÁRIOS:

 

  • O povo? O povo é apenas um detalhe…!  (ex-ministra Zélia Cardoso de Melo).

 

  • Paga povo…!  (Eurípedes Martins, o Tesoura de Aço).

 

  • O povo não tem pão? Que coma brioches…!  (Maria Antonieta – França – 1789 – foi decapitada na guilhotina).

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